Trata-se de um conjunto formado por sete ilhas e rochedos (Laje da Cagarra, Cagarra, Filhote da Cagarra, Matias, Praça Onze, Comprida e Palmas) localizado a cerca de 5 km ao sul da praia de Ipanema.

Não há consenso sobre a origem do nome. A mais aceita é que seria devido à grande quantidade de excremento das aves marinhas que habitam ou sobrevoam o arquipélago. Elas se alimentam principalmente de peixes e, depois, excretam o excesso de cálcio de suas refeições nas encostas rochosas das ilhas, manchando-as de branco.

Em 1730, a ilha principal, a Cagarra, figura numa carta náutica com o nome afrancesado de “Ilha Cagade”. Numa outra carta, datada de 1767, aparece com sua denominação em português: “Ilha Cagado”.

Um outro fato, no mínimo curioso, é que o nome do arquipélago é o mesmo de uma ave, que vive na Ilha da Madeira (território português a oeste da costa africana). Mas a cagarra ou cagarro (“Calonectris diomedea”) não é encontrada por aqui.

Em 13 de abril de 2010, através da Lei Nº 12.229, foi criado o Monumento Natural do Arquipelágo das Ilhas Cagarras. Uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, com o objetivo de preservar este paraíso ecológico.

É comum encontrarmos pássaros como Gaivotas, João-Grandes (também conhecidos como Fragatas ou Tesourões), Atobás, Maçaricos, Gaviões, Corujas, Trinta-Réis, Bem-te-vis, Biguás, Garças, Urubus (estes, mais comuns nas ilhas onde ocorre lixo derivado dos acampamentos desordenados), entre outras espécies.

A vegetação é típica de restinga com forte ocorrências de bromélias, clusias, orquídeas, antúrios, filodendros e algumas árvores como palmeiras e figueiras.

No fundo de suas águas, encontramos uma enorme variedade de peixes, crustáceos, moluscos, algas, estrelas do mar, além das visitas constantes de tartarugas, golfinhos e até baleias.

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